9 gafes financeiras que farão você se arrepender no futuro

Para evitar que o velho ditado “ah, se arrependimento matasse” passe pelos seus pensamentos com uma frequência maior do que você gostaria, EXAME.com consultou alguns educadores financeiros para listar o que você não deve fazer com o seu dinheiro de jeito nenhum.

São gafes comuns do dia a dia, como gastar por impulso ou ser forçado a se lembrar de um namoro que acabou pelas prestações de um presente que você comprou quando ainda acreditava que o relacionamento tinha futuro.

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Veja esses e outros erros que podem te poupar de alguns aborrecimentos lá na frente:

1. Comprar produtos supérfluos por impulso

Você é daqueles que gastam todo o dinheiro que sobra do salário em compras supérfluas? Investe até na máquina de fazer sorvete e depois se arrepende? Esse é um comportamento normal, como explica o consultor Roberto Navarro, fundador do Instituto Coaching Financeiro. “O dinheiro é emocional. São as nossas emoções que determinam as nossas ações”, explica.

É só organizar um pouco o orçamento, no entanto, para que esse deslize seja evitado mais facilmente. Separe os gastos em dois grupos, como sugere Navarro: um para as despesas obrigatórias e outro para as descartáveis e depois faça uma subdivisão, classificando os gastos como fixos ou eventuais.

Em seguida, avalie quais gastos descartáveis podem ser cortados, mas sem radicalizar. “Faça pequenos cortes, vá aos poucos”, sugere Navarro. A partir disso, você saberá quanto tem para gastar com os produtos supérfluos que quiser.

2. Entrar em um financiamento na emoção

Encontrar uma proposta que parece imperdível e achar que o sonho da casa própria pode ser realizado em um piscar de olhos. Essa é uma gafe comum, que também costuma acontecer com o financiamento de carros. Esses podem ser os gastos mais altos da sua vida, por isso não dá pra encarar a dívida sem planejamento e perceber só lá na frente que as prestações não cabem no seu bolso.

“Precisamos saber o preço dos nossos sonhos. Pagar a parcela do carro ou da casa não pode ser um grande sacrifício”, diz Navarro, do Instituto Coaching Financeiro. Ele sugere que as parcelas dos financiamentos não comprometam mais de 20% da renda mensal, e que as prestações do imóvel não se arrastem por mais de 15 anos. “O mercado financia em até 30 anos, mas esse tempo é uma vida inteira”, diz.

Navarro também recomenda dar a maior entrada possível. Para isso, o dinheiro deve ser investido em uma aplicação financeira de renda fixa, que não ofereça altos riscos ao investidor, e que renda acima da inflação.

3. Não ter ideia de quanto você gasta

Se existisse uma regra fundamental das finanças pessoais, seria esta: gaste menos do que você ganha. Mas, para isso, é essencial saber exatamente quanto você ganha e gasta, como orienta o educador financeiro Everton Lopes. É preciso fazer essa conta todo mês, de forma contínua, com a ajuda de planilhas ou aplicativos (confira algumas opções ao final da matéria).

Só assim você saberá se existe alguma folga no seu orçamento ou se é melhor segurar um pouco a onda. “Se o produto que eu preciso está na promoção e cabe no orçamento, por que não comprar? Desde que não seja para ostentar”, diz Lopes.

4. Perder o controle das parcelas

Nem sempre parcelar é um erro, desde que você inclua as prestações no planejamento financeiro e tenha certeza de que conseguirá arcar com elas. Parcelar pode ser vantajoso, por exemplo, quando não for oferecido um desconto no pagamento à vista, como explica Navarro, do Instituto Coaching Financeiro.

A fatura do cartão de crédito não pode ser uma surpresa, diz o educador financeiro José Vignoli, do SPC Brasil. “Quem diz ‘nossa, como minha fatura veio alta’ mostra que não tem controle nenhum sobre seus gastos. Só dá para parcelar tendo plena consciência de que a conta do cartão virá alta”, diz.

5. Não acreditar no poder do dinheiro acumulado com o tempo

O que fazer com o salário que sobrou? Não gaste tudo. Tente investir, mesmo que seja pouco. “As pessoas precisam ter em mente que o dinheiro rende com o tempo. Não importa se guardam pouco ou muito, importa ter o hábito de poupar”, explica Vignoli, do SPC Brasil.

Uma boa dica para criar o hábito de investir é começar aplicando 1% do seu salário no primeiro mês, 2% no segundo, 3% no terceiro e assim por diante.

6. Acreditar que é o cara no mercado financeiro

Tem sempre um vizinho ou um tio que acha que conhece tudo sobre as rentabilidades e os riscos das aplicações financeiras, mas cuidado. “Há sempre alguém para dizer que um investimento é a salvação da sua vida, mas tenha certeza de que não é”, diz Vignoli, do SPC Brasil.

Procure estudar as aplicações antes de investir e peça ajuda a um consultor financeiro de fora do banco, se precisar. Vale lembrar um ditado bastante repetido no mercado financeiro: “Não existe almoço grátis”. Por isso, se um investimento parecer bom demais para ser verdade, desconfie.

7. Tratar sua aposentadoria como um primo distante

Pensar na aposentadoria só quando ela chega pode ser bem perigoso, já que a essa altura a tarefa de acumular uma poupança capaz de manter sua qualidade de vida, de forma independente, pode se revelar impossível.

Vignoli, do SPC Brasil, orienta não desprezar a aposentadoria pelo INSS. “Há um bombardeio de informações que indicam que o sistema está quebrado, mas esse dinheiro hoje pode significar a salvação da lavoura lá na frente”, diz (veja quanto você deve ganhar com a aposentadoria pelo INSS).

Contribua todos os meses com o INSS, sem falhar, mesmo que seja como autônomo, com base em um salário mínimo, e guarde os comprovantes.Especialistas também recomendam investir em outras aplicações para garantir um futuro tranquilo, como a previdência privada e outros investimentos que superam a inflação, como o título público Tesouro IPCA.

Vignoli, do SPC Brasil, orienta se informar bem sobre o regime tributário escolhido na previdência privada, que pode comprometer bastante a renda investida dependendo do prazo de resgate do dinheiro. Também é importante comparar taxas de carregamento e de administração entre os bancos.

8. Não falar de dinheiro em casa

Em casa, falar de dinheiro precisa ser tão normal quanto tomar café. Esse assunto precisa estar no cotidiano e toda a família deve ser envolvida, inclusive os filhos. “Em momentos de dificuldade financeira, não adianta o pai e a mãe se sacrificarem e os filhos continuarem vivendo como se nada estivesse acontecendo. Busque envolvê-los nos sonhos e nas despesas”, sugere Vignoli, do SPC Brasil.

O educador financeiro recomenda que, ao iniciar a vida profissional, os filhos participem do pagamento das despesas na casa. “Se tem que pagar a conta da água, por exemplo, o banho começa a ser mais curto”, diz.

9. Achar que seguro é bobagem

É na hora da necessidade que vem o arrependimento de não ter adquirido uma apólice de seguro. “Muita gente não faz seguro e não tem nenhuma reserva financeira para qualquer eventualidade”, alerta Vignoli, do SPC Brasil. Ele destaca que, proporcionalmente ao preço dos estragos, seguros de casa e de vida, menos conhecidos do que o de carro, são baratos.

Fonte: Exame

Declaração Anual de Rendimentos



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